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Procura por vagas em economia doméstica é maior que a oferta
14/8/2008 10:29:30

Apesar de ter mais de 50 anos, o curso superior de economia doméstica ainda é pouco conhecido e forma entre 200 e 300 profissionais por ano. Atualmente, segundo o Ministério da Educação, são apenas sete cursos em funcionamento - seis deles oferecidos por universidades federais e um por uma instituição particular.

Segundo Joana d'Arc da Rocha Uchôa, vice-presidente do Conselho Federal de Economistas Domésticos, existem cerca de 600 profissionais registrados no conselho. O registro é obrigatório para o exercício da profissão. Ela estima, no entanto, que o Brasil deve ter cerca de 3 mil economistas domésticos formados, mas que não se registraram.

Na opinião de Joana, um dos motivos que podem adiar o registro dos recém-formados no conselho é a empregabilidade, que ainda é ruim. "O que sabemos é que está muito complicado arrumar emprego na área. Isso vale para todas as carreiras, não só para a economia doméstica. O problema é que com poucos empregos e salário baixo, as pessoas acabam mudando de área", avalia.

De acordo com Joana, não existe um piso salarial definido para a categoria, por isso o próprio mercado de trabalho é quem institui os salários. Inicialmente, o Conselho Federal havia sugerido um piso salarial para os recém-formados de cinco salários mínimos (R$ 2.075). Mas, segundo a Joana, esse piso não costuma ser respeitado porque a negociação salarial é feita diretamente entre empregado e empregador.

"Por isso, a gente estima que um recém-formado tenha um salário de R$ 1.500. Se ele se especializar, fizer mestrado, doutorado, pode crescer na carreira e chegar a um salário em torno de R$ 4 mil", disse Joana, reforçando que são poucos os cargos no país com essa faixa salarial.

O economista doméstico pode trabalhar como professor, em órgãos públicos, em ONGs e em empresas privadas - que atualmente são as que mais empregam os profissionais da área. "Existem boas oportunidades em programas de extensão rural. A empregabilidade depende muito do profissional", disse a vice-presidente do conselho.



Autor: Fernanda Bassette
Fonte: Do G1, em São Paulo

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