Operando há cerca de um mês no SFH (Sistema Financeiro Habitacional), o BB (Banco do Brasil) procurou o CRECI/MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul) para firmar parceria e fomentar as linhas de crédito.
Foi firmado um termo de cooperação entre a instituição financeira e o CRECI/MS na sede da entidade. Pela parceria, o Conselho se compromete a fornecer seu banco de dados à instituição e o BB fará palestras para divulgar suas linhas. Outras contrapartidas do banco são a possibilidade de seguro de automóvel com desconto de 25% – ao completar a frota de 2 mil segurados entre os associados – financiamento de 100% dos valores de veículos em 72 meses e conta corrente sem manutenção e cartão de crédito sem anuidade.
O termo foi assinado pelo gerente Ricardo Minatto Cabral, representando o superintendente do Banco do Brasil, e pelo presidente do CRECI/MS, Eduardo Francisco Castro. Ele destacou que este é um marco e uma prova do respeito conquistado pelo corretor de imóveis.
“O banco nos procurou. Não é apenas uma parceria, é a demonstração pública pelo BB de quanto nossa profissão cresce e é respeitada”, disse. Ricardo Cabral apresentou os termos da parceria e o analista Régis Gomes de Paula falou sobre as metas do Banco do Brasil e perspectivas de mercado. O BB, que hoje está “na lanterna”, respondendo junto de outras instituições por 3,39% do crédito imobiliário do País, tem como meta ficar em segundo lugar.
A Caixa Econômica Federal é a líder, com participação de 63% no mercado, seguida por bancos como Itaú e Unibanco (com mais de 9% cada). A intenção do Banco do Brasil é chegar à segunda posição até 2012.
O foco são famílias que saíram da baixa renda e estão entrando na classe C, cuja renda hoje vai de R$ 2 mil a R$ 4 mil. Em Mato Grosso do Sul o déficit habitacional é estimado em 12,8% em relação às moradias existentes.
Para o público visado pelo BB, através do SFH, 45% das casas são de até R$ 80 mil. Régis de Paula destacou que há um forte indicador de aumento dos financiamentos imobiliários, devido ao “boom” econômico vivido no País. Hoje o Brasil tem apenas 2% do PIB na carteira imobiliária, ao passo em que Países como o México e Chile têm 11%.
Estes dois países passam pelo mesmo “boom” de investimentos que o Brasil passa hoje, por isso a previsão é que o valor da carteira imobiliária brasileira cresça em dez vezes nos próximos quatro anos.
A decisão do Banco do Brasil de entrar no SFH, que permite financiamentos com taxas de juros menores, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e da poupança (juro máximo de 12% ao ano), foi orientada por um conjunto de fatores. Passa pelo próprio crescimento do mercado e também pela necessidade do banco fidelizar o cliente, porque acabava perdendo o relacionamento quando o cliente precisava abrir uma conta em outra instituição para o financiamento imobiliário.
Até então o BB atuava apenas no SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) que tem taxas de juros mais elevadas, mas que por outro lado permite financiamento de imóveis de maior valor.